segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Presa no casulo, torcendo por asas
Presa no casulo, tecendo suas asas
a mariposa voa, MAR E POUSA.

Adriano Morais


VERÃO vocês que ou estou na PRIMAVERA OU TO NO INVERNO
Adriano Morais.
Vida boa é da brasa
Vive de afagos do fogo e da brisa.

Adriano Morais.
enquanto o sol e o mar se beijam
o mar e a lua se desejam

domingo, 11 de julho de 2010

E lá estava ele mastigando sinos, devorando ferozmente ponteiros e, para a digestão, experimentou uma taça de silêncio.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Orelhinhas

Orelhinhas I

Ahhh que engraçado, ultimamente todos os meus livros e cadernos estão ficando com “orelhinhas”
Na certa estão ficando aflitos e curiosos para ouvirem de minha boca os próximos versos

Adriano Morais

Como não apreceu nenhum verso meu caderno sumiuuu.
Procura-se caderno de poesias
Recompensa - um verso

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O corpo, o espaço és passo para o silêncio
O lenço, o senso, cobertor de um corpo
COR, POROS, VOZ, SILÊNCIO
As cores pedem luz
Os poros pedem tato
A voz pede melodia
E o silêncio despede-se em silêncio.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

ontem...

Bastou-me um pequeno momento para saber que não precisava de cadernos, versos e rimas, seus abraços quentes de saudades e beijos tocando o coração foi o bastante para o encontro com a poesia.

sábado, 29 de maio de 2010

...

. ?

Quero um ponto, uma pausa pra pensar
Prefiro os pontos, as vírgulas enganam o meu respirar
Insisto em não usar o ponto final, quero usá-lo apenas
na minha última frase do meu último verso.
Enquanto isso habito e saio da coesão, me utilizando apenas
Dos pontos, mas os pontos de fuga

Adriano Morais

os gigabytes estão comendo toda a minha poesia. prefiro ver cores livres de megapixels, tocar e num toque ouvir sons, viver o real e não o virtual. Dando um tempo do virtual (sou nem digimon pra viver no virtual, heehhuahaurs), ainda sou humano(os bites ainda não me corroeram por inteiro, hehersrs).

existem outras formas de comunicação.

sábado, 22 de maio de 2010

ao menos em sonho

ao menos pude estar bem perto de você nos sonhos...

silencio

Nessa noite o caderno me serviu apenas para amortecer as lágrimas e sentir o pulsar frio do coração.
A garganta entalou palavras, versos, nenhuma palavra foi dita, tudo foi sufocado pelo grito agonizante do silencio, o silencio.

sábado, 15 de maio de 2010

A garganta das grandes cidades


De repente me vejo arrodeado de grandes e famintas estruturas de concreto e aço, essas são as grandes e conturbadas cidades, que trazem em suas bocas os enormes prédios onde parecem arranhar céus, ventos e paisagens. Nas suas presas, encontro restos de papéis que diziam passar alguma mensagem quando na realidade mastigavam as nossas mentes, encontro também restos de sacos plásticos que um dia já serviram de lixo para guardarmos os nossos lixos que dizíamos ser luxo. Toda noite esta repugnante boca com hálito de monóxido de carbono cospe dos becos aquilo que mais lhe faz mal, a pobreza que esta pobre mãe esqueceu de criar, cospe crianças que conseqüentemente cospem todo o podre leite que sua mãe lhe deu, quando não, vão para os sinais e pedem um pouco de lixo que um jovem senhor de terno e gravata esconde e coleciona de milhões na sua cueca ou na sua carteira.
O corpo desta cidade é tão podre quanto sua boca, é áspero, é quente, é feito de pixe e pedras (as mesmas que cobrem o coração das grandes populações); é sujo e cheio de detritos que ela esqueceu de devorar, por este corpo passeiam diversos tipos de animais, deles o mais freqüente é o rato, ratos famintos por estes detritos, ratos bem vestidos que roubam para se vestir de ganância, ratos que se amedrontam e simplesmente esperam de outros ratos um milagre, e se vendem por alguns trocados, ou se trocam sem ao menos pensar em se vender e ratos que caem de uma forma ou de outra na grande ratoeira que foi armada para pegar-lhes. Também me vejo como um rato nesta sociedade, não como estes citados, porém como aquele que não descansa de importunar aqueles que um dia se cansarão de me importunar.
Adriano Morais
23.03.08

terça-feira, 11 de maio de 2010

éé, um homem de lata.


De repende Doroth, escuta um gemido agonizante.
- Que será isso? – pergunta a menina, apreensiva.
- Nem imagino, parece que vem daquele lado.
Outro gemido, mais dolorido ainda.
- Também acho. Vamos lá – ordena Dorothy.
Totó sai na frente, latindo. A menina e o Espantalho seguem atrás. Poucos metros adiante avistam um homem deitado ao lado de uma árvore tombada. Aproximam-se mais e viram que ele era feito de lata e estava completamente imóvel, segurando numa das mãos o machado, como se estivesse encantado por uma bruxa.
- Bom dia, rapaz – cumprimenta Dorothy.
- Bom dia, menina – responde o Homem de Lata, gentilmente.
- Você gemeu?
- Sim. Há mais de um ano faço isso, mas ninguém aparece para me socorrer.
- Podemos ajudá-lo?
- Pode, sim...
_ Por favor me ajuda a encontrar um novo coração???

domingo, 9 de maio de 2010

a maçã

...Se eu te amo e tu me amas
E um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais
Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa no altar
Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois existem mais
O amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar
Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois existem mais


Raul Seixas

sábado, 8 de maio de 2010

silencio

nesses últimos dias o silêncio é gritante
nenhuma frase foi dita,as palavras me engasgam e sufocam meu coração
nenhum verso foi escrito, os pensamentos travam, e , por não saber como terminar este escrito. DESISTO...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

... por que??

"ei baby por que você fugiu, por que você fingiu que não me viu"...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Tempo, Tento, Vento

Prefiro me esquecer do TEMPO
Prefiro dizer que rimar eu TENTO
Não quero paredes, quero apenas um abraço do VENTO.

Adriano Morais
27.04.10

VER-TI (GEM)

TE
VER
VER
TI
GEM
GENTE VER
TI TER
TER VERTIGEM
TI TER
TI VER
TIVER VERTIGEM
TVER
TVE
E desligar a TV

Adriano Morais
27.04.10

ahh coração

será tempo de dar um pause no coração???

segunda-feira, 26 de abril de 2010

VIDA DIVIDA!!!

O som da noite
O sol do dia
O ser da vida
O ser dar vida
A vida de noite
A vida de dia
A vida de vida
A vida Divida!!!

Adriano Morais
27.04.10

que solidão errante até tua companhia

Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,

que solidão errante até tua companhia!

Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,

Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.

Em taltal não amanhece ainda a primavera.

juntos desde a roupa às raízes,

juntos de outono, de água, de quadris,

até ser só tu, só eu juntos.

Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,

a desembocadura da água de Boroa,

tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos

pensar que separados por trens e nações

com todos confundidos, com homens e mulheres,

com a terra que implanta e educa cravos.

Pablo Neruda

domingo, 25 de abril de 2010

desperta-DOR

O vento abraça e traz a palavra saudade
A rede abraça e segura meus abraços
Os sonhos abraçam todo o teu corpo
O tempo abraça... ???
TIC TAC, tic TAC, tic TAC!!!!
pim, pim, pim!!! Pim, pim, pim
Despertador, tempo quimera, não abraça
Leva embora todos os meus sonhos, todos os abraços da minha rede
E agarra ferozmente a saudade
Fazendo valer seu nome: desperta-DOR

talvez te ame...

talvez precise de colchão, talvez baste o chão
talvez no vigésimo andar, talvez no porão
talvez eu mate o que fui
talvez imite o que sou
talvez eu tema o que vem
talvez te ame ainda
sem você
sem você
sem você
sem você

sábado, 24 de abril de 2010


No verão acordo com o SOL maior até que entre bemóis e sustenidos, no inverno ele passe para LÀ

Adriano Morais

Homem


Não sei se dos astros ou dos australoptecos, fui das cavernas hoje dos botecos
Tento encontrar a razão da minha existência; seja na religião, evolução ou na ciência
Homo-habilis, erectus, homo neanderthal, homicidas, sou homúnculo, o falso original
Sou da roda de pedra, sou da bola dita terra, sou da roda de ciranda, já rondei por toda era
Sou água, fogo, sou ar e sou terra, o quinto elemento, faço paz e refaço a guerra

Na religião a criação e o criador na ciência, sou do mais útil inventor a mais fútil experiência
Sou palestino, africano, asiático e judeu. Católico, evangélico, budista, espírita e ateu
Em um minuto me santifico, falo profecias; Noutro sou profano e me restam as heresias
Capturo capítulos para me libertar, não me diversifico estaguino-me no mesmo lugar
Hipócrita por natureza, mentiras desde pequeno, sou o antibiótico pro meu próprio veneno

Convivo com o real, porém vivo na ilusão. Nas minhas vivências, um artista copiando a criação
Criei a arte para desfazer-me de um DEUS, criei O SALVADOR para resolver os problemas meus
Passei por filosofias para saber da minha era, passei por armas para alimentar minha quimera
A superioridade, esse é meu único vício, no soneto da vida procuro o fim, o meio e o início


Adriano Morais

quinta-feira, 22 de abril de 2010

sonhos, prefiro o açúcar refinado e o recheio dos sonhos q a realidade



Hoje tive um sonho
Sonhei que podia voar
Sonhei que era um guerreiro em seu cavalo a cavalgar
Fazia dos moinhos, os gigantes mais poderosos do universo
E dos passarinhos, as rimas mais bonitas de um verso

Hoje tive um sonho
Sonhei com paixão, paz e uma flor
Sonhei que em uma aquarela, tomava banho numa cor
Fazia da vida uma eternidade em apenas um segundo
Em pouca quantidade de azul, me banhava no mar mais profundo

Hoje tive um sonho
Sonhei que nada podia me machucar
Sonhei que a minha vida ia mudar
Corria e não tinha medo de cair
Como não mudava preferia dormir

Hoje tive um sonho
Sonhei que o real era somente um sonho
Sonhei que o sonho me fazia real
Eu era apenas parte do meu sonho
O meu sonho nos meus sonhos era viver o surreal.

Adriano Morais
29.07.08

engarrafamentos


Engarrafamentos, engarrafam mentes, engarrafam tudo
Nesta fábrica de robôs.
Enquanto isso, engarrafo um verso destilado
Espero que ele chegue do outro lado do atlântico.

Adriano Morais

mãos, cores e calos



Em minhas mãos vejo cores e calos,
Não me calo, pois tenho as cores.
Nas cores, minhas lutas, por isso os calos.

Adriano Morais
01.05.09

quarta-feira, 21 de abril de 2010

cores, dores e amores




Cores, dores e amores que residem na minha existência
E fazem do daltonismo algo inexistente nas minhas vivências
Pois as cores dão forma aos meus sonhos,
Dão sombra as minhas dores e luz aos meus amores

Cores primárias, que nos primórdios foram utilizadas
E foram colocadas nos primeiros pensamentos
Que nas minhas primeiras percepções de mundo
Ainda não conseguiam se misturar com outras idéias

Cores secundárias que fez fecundar minha ideologia
Que no segundo momento da minha vida
Percebi que precisava apenas de um momento
Para que um simples pensamento se transformasse numa ação

E as terciárias se misturaram com todos os meus ideais
Com minhas idéias e viagens mais loucas que já fiz
E viajando sem sair do lugar,
Percebi que esta era a melhor maneira de se chegar a algum lugar

Cores quentes, do vermelho e amarelo me aqueci, afinal,
Nas lembranças mais frias, recordei-me que “o Pôr-do-sol existe”
Cores frias, me acalmei com o azul mais puro desta aquarela
Pois percebi que podia me purificar nos resíduos impuros da vida

Dei-me conta que as Tonalidades se formam das mais distintas visões
E quando percebi que a união das cores formava um arco-íris
Percebi mais ainda que a união das pessoas mais distintas
Começava de uma forma ou de outra através das cores.
Adriano Morais
02.05.08

o pescador

Toda noite era a mesma coisa, o velho pescador saia em seu barco para pescar estrelas, na maioria das vezes sua pesca findava em inúmeras constelações dentro de seu samburá.

Todavia, um dia ele decidiu soltar todas as estrelas, e como vaga-lumes a reluzir, fizeram companhia para a solitária lua cheia.

Adriano Morais
20.04.10

um vinho misturado com doses de saudades, e lá estava eu outra vez...

Hoje tomei um vinho pensando em você
Vinho suave misturado com doses de saudades não é nada bom




Logo me veio a embriaguez
Lá estava eu embriagado na vontade de te ver.

Em cantos vivia a dançar a bailarina, fugiu da caixinha
Agora em tempos vive com as borboletas cultuando a primavera
Esperando de alguém flores como um bom dia

Encanta-me a bailarina, fugiu da caixinha de música
Mas na verdade ainda baila suavemente em outra caixinha
Ao ritmo de uma musica leve e percussiva
Dança, dança bailarina, na caixinha do meu coração.

Adriano Morais
17.04.10

ahh saudade, ahh saudade de você


Ahh que saudade das rosas dançando ao vento
Que saudade do vento soprando os sinos e expulsando o tempo
O tempo uma quimera que gerou no seu momento de amor e sonho um doce bom momento
Momento que não se apega aos minutos, mas a cada minuto intensifica mais esse sentimento...
A saudade, Ahhhh saudade.

Adriano Morais
08.04.10

500g de realidade


Não senhor padeiro, não vou querer a mesma coisa dessa vez, apesar de serem recheados e cobertos com açúcar refinado, os sonhos me deixaram um pouco enjoado. Em vez disso, hoje vou querer algo mais salgado e frio, por favor me dê 500g de realidade sem fermento.
Muito obrigado.

Adriano Morais
20.04.10

Ando


>

Ando, caminhando, observando, relembrando

Ando esperando enquanto poesias vou contando

Ando me expressando e minha vida vou pintando

Ando contra o tempo, por isso não estou parando

Ando certo, por isso meus pés estão encalejando

Ando errado, mas o meu caminho vou demarcando

Ando por avenidas, não sei aonde vou, mas ainda ando

Ando pelos becos, vejo pessoas e vou desabafando

Ando devagar, assim vejo quem está me esperando

Ando depressa, quem me esperava já está zarpando

Ando a procura dum gerúndio pra continuar rimando

Ando e continuo andando, mas muitos já estão corr... endo.

Adriano Morais

12.11.08